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MEU VOTO DOMINGO SERÁ ASSIM
MEU VOTO N O PT
, ELEIÇÃO PTFernando Lucena, 580. DIRETÓRIO DE NATALCOM A CHAPA RENOVAR PARA 680 Eraldo Paiva, 380COM A CHAPA RENOVAR PRÁ AVANÇAR 480. DIRETÓRIO ESTADUAL
Zé Eduardo Dutra, 180. DIRETÓRIO NACIONAL
COM A CHAPA O PARTIDO QUE MUDA O BRASIL 280
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Escrito por MARCELO às 21h42
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POR QUE DILMA SERA A NOVA PRESIDENTE
Do EstadãoCarlos PioDaqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê. Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito. Em suma, em todos os “partidos” a escolha do candidato a presidente se dará de forma não institucionalizada e, por conseguinte, sem debate público sobre as diferenças entre os eventuais postulantes no que diz respeito aos diagnósticos de nossos principais problemas e ao conteúdo das soluções que virão a propor. O eleitor também não saberá de antemão a diferença entre os candidatos no que concerne à governabilidade – isto é, como o eleito articulará sua base de apoio congressual e seu Ministério para viabilizar as ações do governo. Assim, a decisão do eleitor será tomada sob forte névoa de incerteza. Sem debate público interno aos partidos, sem processo institucionalizado de escolha dos seus respectivos candidatos e sem um mínimo de clareza sobre a montagem futura das alianças políticas necessárias para governar, as eleições tendem a assumir um caráter ainda mais plebiscitário do que normalmente ocorre em regimes presidencialistas. Plebiscitário aqui assume o sentido de julgamento dos méritos do atual governo, desconsiderando a oposição. Destituí-lo, pela rejeição à candidata do presidente, representa incorrer em grau ainda mais acentuado de incerteza e insegurança para todo eleitor que tem algo de substancial a perder com a vitória da oposição – uma Bolsa-Família, uma tarifa de importação elevada, um subsídio tributário, uma vaga em universidade federal ou bolsa do governo federal, um emprego em empresa estatal ou de capital misto. Um plebiscito sobre a renovação do mandato do grupo político do presidente será decidido em função do apoio do eleitor mediano (aquele que separa a distribuição dos votos de todo o eleitorado entre 50% + 1 e 50% – 1) à seguinte questão: “Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?” Esse foi o sentimento que marcou claramente as eleições de 1994, 1998 e 2006, todas vencidas pelos governos da ocasião. E parece-me razoável supor que tal sentimento é característico de períodos em que 1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão. É isso o que vivemos hoje, não? Pois bem, em tal conjuntura tão favorável ao governo o melhor que a oposição oferece é dar seguimento às políticas correntes e prometer mais eficiência administrativa e menos corrupção! É pouco, muito pouco! A oposição precisa ter propostas novas e capacidade para convencer o eleitorado de que elas são necessárias, viáveis e urgentes. Mas como fazer isso sem debate intrapartidário aberto e institucionalizado, assentado na diferença de diagnósticos e soluções? E como “testar”, antes do pleito, o potencial eleitoral das ideias e os riscos embutidos nas novidades sem realizar prévias? Afinal, alguém aí sabe o que Serra e Aécio pensam sobre os problemas nacionais? Alguém acha que algum deles ousaria propor mudança de rumos em relação ao que Lula vem fazendo? O que eles farão em relação a Bolsa-Família, câmbio com viés de apreciação, Mercosul paralisado, protecionismo comercial excessivo, política industrial e tecnológica concentradora de renda, educação de mal a pior, malha de transportes precária, regulação arcaica do setor de energia, infraestrutura em frangalhos e política externa terceiro-mundista? Algum deles propõe privatizar o que ainda está nas mãos do governo federal? Algum deles propõe que o Mercosul feche um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos ou a China, como fizeram México e Chile? Sem que as diferenças sejam explicitadas o eleitor mediano não aceitará correr o risco de votar na oposição. E o tempo para esse debate já terminou!
Escrito por MARCELO às 14h45
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ARTIGO DE BELUZZO
Para Ler e refletir. Marcelo A superação da crise atual depende de um delicado rearranjo das relações políticas e concorrenciais
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O MUNDO se abriu para o novo milênio dominado por certezas que hoje se desmancham sob a ação demolidora da crise financeira. A ideologia neoliberal, quase sem resistências, tentou demonstrar que, com a queda do Muro de Berlim, o espaço político e econômico tornou-se mais homogêneo, menos conflitivo, havendo concordância a respeito das tendências da economia e das sociedades. Afirmavam que as questões essenciais relativas às formas de convivência e à "eficiência" do regime de produção estavam resolvidas: a regulação da sociedade pelo mercado é a conquista definitiva e insuperável da humanidade. Não há mais razão, diziam, para se colocar em discussão questões anacrônicas, tais como a reprodução das desigualdades ou as tendências dos mercados a sair dos trilhos, frequentemente destrambelhados pelos excessos nascidos de suas engrenagens. Depois da crise, os porta-vozes desse quase consenso, economistas e quetais, sofreram um apagão i ntelectual. No auge da tormenta, recolheram-se ao silêncio. Passado o vendaval que ajudaram a semear, já agarrados aos salva-vidas lançados pela famigerada intervenção dos governos, entregaram-se a tortuosas e acrobáticas manobras de justificação de suas convicções. Michel Foucault, um dos pensadores mais fecundos do século 20, não é economista. Talvez por isso tenha compreendido com maior abrangência e profundidade o significado do neoliberalismo. Contrariamente ao que imaginam detratores e adeptos, diz ele, o neoliberalismo é uma "prática de governo" na sociedade contemporânea. O credo neoliberal não pretende suprimir a ação do Estado, mas, sim, "introduzir a regulação do mercado como princípio regulador da sociedade". Foucault dá importância secundária à hipótese mais óbvia sobre a arte neoliberal de governar, aquela que afirma a imposição do predomínio das formas mercantis sobre o conjunto das relações sociais. Para ele, "a soc iedade regulada com base no mercado em que pensam os neoliberais é uma sociedade em que o princípio regulador não é tanto a troca de mercadorias como os mecanismos da concorrência (...). Trata-se de fazer do mercado, da concorrência e, por consequência da empresa, o que poderíamos chamar de "poder enformador da sociedade'". (Sob a óptica foucaultiana, a China é, sim, uma economia de mercado). Tanto a "nova ordem mundial" como sua crise foram construídas e deflagradas no jogo estratégico disputado entre as empresas globais e seus Estados nacionais. Esse fenômeno político-econômico envolveu os protagonistas relevantes da cena global: os EUA, apoiados em sua liderança financeira e monetária, e a China, ancorada em sua crescente superioridade manufatureira. Obama está a caminho da China porque é óbvio que a superação da crise atual não depende apenas da ação competente dos Tesouros nacionais e dos bancos centrais, mas supõem um delicado rearra njo das relações políticas e concorrenciais que sustentaram o modelo sino-americano. Parece que não é fácil.
LUIZ GONZAGA BELLUZZO, 67, é professor titular de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda (governo Sarney) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (governo Quércia).
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Escrito por MARCELO às 14h02
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OPOSIÇÃO SEM RUMO
Essa oposição está mesmo sem rumo, pois bem, vamos analisar o episódio do blackaut, sairam as pressas atirando na ministra DIlma, sem cuidado de analisar os fatos, tratou-se de um incidente em função de temporais e por apenas uma noite, diferente do tempo de FHC, que passamos oito meses sofrendo a consequências da falta de planejamento do então governo tucano, fazer comparações desse fato com aquele é querer confundir a população que sempre é a vitíma disso tudo, pois, é quem de imediato sofre com a escuridão e a insegurança. Essa postura da oposição é fruto do desespero com a retomada da ascensão da ministra Dilma em recentes pesquisas eleitorais, depois está sem assunto, já que não pode combater a postura do governo brasileiro na gestão da crise, o crescimento do emprego e da renda, a queda da inflação, o prestígio do Brasil no cenário internacional e por aí vai, mas não tem problema o população aprendeu nesses últimos 08 anos a fazer a diferença entre os fatos e as versões, neste caso na democracia a expressão é livre e o CHORO também. MARCELO SOUZA
Escrito por MARCELO às 14h46
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NOVIDADES DO TRABALHO
Taí um artigo bem fundamentado e mais uma vez desmontando a cantilena neoliberal bem afeita aos tucanos, demistas e agregados, vamos ler e debater por aí. MARCELO SOUZA Por mais de uma década, as teses sobre os inempregáveis e o fim do emprego formal hegemonizaram o pensamento neoliberal no Brasil. Diante do ridículo dinamismo econômico, acompanhado por uma despreparada opção pela abertura comercial, produtiva e financeira, a espiral de crescimento do desemprego, da informalidade e do desassalariamento regulamentado foi tratada pelos governos da época como um fenômeno natural e intrínseco aos novos tempos modernos. Frente à perspectiva tecnológica, inclusive, não haveria muito que fazer. Quando muito, se conformar com a tendência intrínseca dos inempregáveis.
A proposição da flexibilização do mercado de trabalho e a defesa do autoemprego emergiram rapidamente como uma espécie de tábua de salvação dos que fracassavam na disputa por um posto de trabalho. Nesses termos, a vítima - expressa pela expansão do excedente da força de trabalho - era transfo rmada em responsável toda vez que se opusesse à modernidade neoliberal. Modernidade essa que somente ousou flexibilizar o direito do trabalho, jamais o direito da propriedade.
Com isso, qualquer defesa de medidas como a elevação real do salário mínimo ou a redução da jornada de trabalho era logo identificada como sinal de atraso. Ou seja, à volta aos velhos tempos da inflação alta e do protecionismo jurássico. Assim, o Brasil assistiu à queda contínua da participação dos salários na renda nacional, ao mesmo tempo em que a precarização tomou conta do funcionamento do mercado de trabalho.
Em 2004, por exemplo, a renda do trabalho respondeu por 39,3% de toda a renda nacional, enquanto em 1990 era 45,3%. Na mesma toada, o emprego formal perdeu posição para o informal, enquanto o desemprego pulou de menos de 3% para 9% da força de trabalho ao longo dos anos de 1990. O mercado interno, em contrapartida, sofreu o impacto regressivo das op ções neoliberais, com exclusão de parcela significativa da geração de jovens de encontrar no trabalho decente a possibilidade da ascensão social. Da condição imposta de inempregável, a ilegalidade e a violência se ofereceram rapidamente como oportunidades crescentes na difícil transição desde a adolescência para a vida adulta, especialmente nas grandes regiões metropolitanas do país.
Somente a partir do início do século XXI que o abandono das teses neoliberais permitiu oxigenar a economia brasileira, favorecendo a expansão quase duas vezes maior que a verificada nos anos 1990. Simultaneamente, a volta do dinamismo econômico foi seguida por políticas de defesa do salário mínimo e da legislação reguladora do mercado de trabalho. O recente e contínuo aumento do salário mínimo acima da inflação vem ocorrendo sem mudanças na inflação. Ao contrário das teses neoliberais, a ampliação do valor real do mínimo foi acompanhada do forte cr escimento do emprego formal. Não houve, ainda, explosão da folha de pagamento do setor público, nem nos pequenos municípios; tampouco a quebra de micro e pequenas empresas. Destaca-se que mais de 2/3 dos empregos formais gerados no Brasil de hoje são provenientes dos micros e pequenos negócios.
A inconsistência das teses neoliberais é comprovada, mais uma vez, pela força da realidade nacional. A parcela salarial voltou a recuperar-se em relação à renda nacional. Há, ainda, muito que repor, pois o estrago na década de 1990 foi profundo e precisa de continuidade do crescimento econômico sustentável para a reconstrução do país em novas bases. Isso implica olhar o futuro com lentes adequadas, não apenas pelo espelho retrovisor. Para as próximas duas décadas, o Brasil alcançará o auge demográfico em 2030, quando ingressará na fase inédita de redução absoluta da população, exigindo avanços inclusivos para além do trabalho. Como a base da s novas ocupações concentra-se no terciário - expresso pelo trabalho imaterial - sabe-se que este não mais precisa de um local determinado e fixo para a sua realização, conforme observado na agropecuária, indústria e construção civil. Nos serviços, cada vez mais informatizados, o trabalho é realizado em qualquer lugar e horário, o que torna insatisfatório o sistema atual de regulação das relações de trabalho.
Atualmente, a jornada de trabalho não somente está mais intensa no local de sua realização, como também terminam sendo levadas para casa as demandas informacionais de trabalho (telefone celular, computador, internet etc.). Tudo isso representa ganhos de produtividade cada vez mais fundados no trabalho imaterial, mas que continuam ausentes das negociações coletivas de trabalho dos sindicatos, e tampouco tributados pelo governo. O resultado é mais concentração da renda e riqueza, quase nada percebida pelas medidas de contabilidade so cial que ainda não captam a produtividade imaterial proveniente da ocupação de alguém plugado por 24 horas ao dia no trabalho.
Esse supertrabalhador requer outro padrão de segurança social e trabalhista. A Consolidação das Leis do Trabalho procurou, no passado, dar conta do trabalho material. Para o novo trabalho imaterial, urge consolidar um novo capítulo nas leis sociais e trabalhistas do País. De um lado, a postergação do ingresso no mercado de trabalho para depois dos 20 anos de idade, conforme atualmente perseguido exclusivamente pelos filhos dos ricos. Eles entram mais tarde e, por isso, mais preparados para ocuparem os principais postos de trabalho, enquanto os filhos dos pobres encontram-se condenados a terem de trabalhar muito cedo, e, por isso, sem educação adequada. A baixa escolaridade e ocupação nos piores postos de trabalho do país são as consequências que continuam a reproduzir desigualdades sociais.
De outro lado, a ne cessária vinculação da escola ao longo da vida, não somente para as fases da infância, adolescência e da vida jovem. A sociedade pós-industrial torna a vida e o trabalho mais complexos, repondo a expectativa de que o trabalho imaterial possa contar com nova regulação pública. A consolidação das leis sociais pode ser uma excelente oportunidade nesse sentido.
Marcio Pochmann é professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas. Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) |
Escrito por MARCELO às 11h37
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POR UM RN FORTE E INTEGRADO AO PROJETO NACIONAL
Tá, dessa vez, concordo com Mineiro, entendo que o PT tenha que tomar inciativas para destravar o processo de 2010, visando fortalecer o partido e candidatura da ministra DILMA, já a elite do RN não pensam em projeto nacional e partidário, o PT que pensa partido e país tem a obrigação de suas atitudes nessa direção, o importante é ter ações além do discurso, para que possamos realmente avançar rumo a uma vitória do nosso projeto no RN e no Brasil.
VAMOS À LUTA, POIS.
MARCELO SOUZA

Escrito por MARCELO às 10h38
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TEXTO SOBRE O BRASIL, PRESENTE E FUTURO
o TEXTO abaixo contém uma reflexão importante sobre o governo LULA, tanto para entênde-lo, como para repensarmos sobre o futuro que se aproxima, vamos, portanto, a leitura e ao debate.
MARCELO SOUZA Sociólogo avalia que Lula concluiu "legado reacionário" de Vargas Luiz Werneck Vianna diz que sucessos do governo não podem deixar em segundo plano justiça social
CLAUDIA ANTUNES ENVIADA A CAXAMBU (MG)
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva concluiu a "modernização reacionária" do Brasil iniciada por Getúlio Vargas nos anos 30, quando o projeto de industrialização não foi acompanhado por reformas na estrutura agrária. O diagnóstico foi feito ontem pelo sociólogo Luiz Werneck Vianna, um dos principais nomes das ciências sociais brasileiras, na abertura do 33º encontro anual da Anpocs (Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), em Caxambu (MG). Para Werneck Vianna, o presidente lidera uma "comunidade fraterna sob comando grão-burguês", em que ele "cimenta a unidade de contrários", mas com a hegemonia concedida ao grande capital rural e urbano. Numa seção da qual também participaram o presidente do Ipea (Institu to de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, e o cientista político tucano Antonio Lavareda, Werneck Vianna deixou claro que não estava desqualificando o governo Lula - "sei das coisas boas que aconteceram e precisam ser valorizadas"-, mas fazendo um alerta para o futuro. Ele avalia que o Brasil se tornou um "global player" e vive a "hora da virada". "Vamos para uma escala de desenvolvimento que vai reiterar as mais doces expectativas que acalentamos nos anos 50 e 60", disse o professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio). O problema, continuou, é que todos os setores "se aninharam no interior do Estado", do agronegócio aos sindicatos, passando pela indústria paulista. Esse Estado "verticalizado e centralizado", por sua vez, se diz "representante de todos", o que esvaziaria o debate público. "A arca do tesouro vai servir a quem?", perguntou, referindo-se ao petróleo do pré-sal e às antigas demandas por justiça socia l. " V amos organizar o capitalismo numa social-democracia avançada. Sim ao Estado forte, mas sob controle da sociedade, não sobreposto assimetricamente a ela", pregou. O presidente do Ipea se referiu ao mesmo impasse. Pochmann disse que há agora "uma maioria política" capaz de deixar para trás o projeto de "integração passiva e subordinada" do Brasil ao mundo. Mas, para ele, ainda está em jogo que tipo de desenvolvimento o Brasil terá. "Teremos a mesma dinâmica do século passado, baseada em casas, carros, bens de consumo duráveis? Ou um desenvolvimento ambientalmente sustentável?", perguntou. Pochmann defendeu que a disputa entre PT e PSDB pela "condução do atraso brasileiro" na eleição de 2010 definirá a continuidade do projeto de "capitalismo organizado" ou a volta à "financeirização" não produtiva. Os possíveis candidatos tucanos "têm menor possibilidade de se aliar às forças do produtivismo", disse. Werneck Vianna minimiza. "Mesmo o S er ra vai manter esse projeto, com modulações próprias", disse sobre o governador paulista, possível candidato do PSDB à Presidência.
Escrito por MARCELO às 16h15
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CÓDIGO DE ÉTICA PT
| Confira a íntegra do documento aprovado pelo Diretório Nacional do PT |
>Confira no link abaixo a íntegra do Código de Ética do PT, aprovado pelo Diretório Nacional do partido em reunião do dia 18 de junho de 2009. Código de Ética do PT |
Escrito por MARCELO às 19h47
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AGORA É DILMA
| Dilma defende candidatura única da base aliada para disputar sucessão de Lula |
>A ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu que a base governista tenha apenas um candidato para disputar a sucessão ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela recebeu a bancada do PDT para um jantar em sua casa na noite de ontem (6), Dilma argumentou que o governo Lula deve ter continuidade, para o país “não andar para trás”. Segundo a ministra, o Brasil deve ser governado por uma base de sustentação forte e unida. “Achamos que o governo tem de ter uma continuidade. Obviamente, não são dois candidatos, vai ser um candidato que vai representar o governo”, disse a ministra, ao receber os parlamentares em sua casa. Dilma classificou o PDT como um aliado histórico do PT, além de afirmar que tem laços afetivos com os pedetistas, já que foi militante do partido. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, também disse ser a favor que base de apoio ao governo tenha um candidato único e citou o nome de Dilma Rousseff. “Tem que continuar. Temos que criar um ambiente para ter a candidatura única. A Dilma representa hoje essa candidatura única, na minha opinião”, afirmou Lupi, acrescentando que o assunto está sendo discutido dentro do país. |
Escrito por MARCELO às 11h55
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MST DERROTA UDR
O governo mobilizou sua base aliada na Câmara e impediu nesta quinta-feira a criação da CPI mista para investigar repasses federais a ONGs ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Após conferir o número de assinaturas do requerimento de criação da CPI, técnicos da Secretaria Geral do Congresso confirmaram que apenas 168 parlamentares mantiveram o apoio à comissão --três a menos que o mínimo necessário para que a comissão fosse instalada.
Dos 210 deputados e senadores que assinaram a criação da CPI, 42 retiraram o seu apoio à comissão apoio. Para ser instalada, a CPI precisaria das assinaturas de, no mínimo, 171 parlamentares. O recuo ocorreu na Câmara, uma vez que, no Senado, os 36 parlamentares que assinaram inicialmente o requerimento da CPI não retiraram o seu apoio.
"O governo deve ter usado o seu arsenal de liberação de emendas parlamentares e distribuição de cargos para conseguir esse grau de retirar assinaturas. Como conseguimos manter o apoio de 36 senadores à CPI, isso mostra que estamos consolidados no Senado", disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
Ontem, a oposição aproveitou um cochilo da base governista na sessão do Congresso e conseguiu fazer com que o vice-presidente do Congresso, deputado Marco Maia (PT-RS), fizesse a leitura do requerimento criando a CPI mista para investigar o MST.
Pelas regras do Congresso, após a leitura do requerimento, os parlamentares que assinaram o pedido de investigação têm prazo para retirar o apoio. Como 42 parlamentares recuaram no apoio à comissão, automaticamente a sua instalação fica prejudicada.
Segundo a senadora e presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Kátia Abreu (DEM-TO), o foco das investigações seria a origem e o destino dos recursos da União para ONGs envolvidas com o MST em São Paulo, Pernambuco, Pará e Mato Grosso, "onde o MST é mais forte e se manifesta com mais violência e mais força".
A oposição suspeita que ao menos R$ 60 milhões tenham sido desviados pelo movimento de convênios com o governo. A senadora disse que, se a comissão fosse instalada, uma das primeiras investigações da CPI mista seria em cima do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) de São Paulo.
Três coordenadores dos núcleos de apoio do órgão no Pontal do Paranapanema exerceram funções na Cocamp, uma cooperativa criada pelo MST que é alvo de investigação da polícia por mau uso de recursos públicos.
Tentativa
Lorenzoni disse à Folha Online que, apesar da derrota, a oposição vai insistir na criação de uma CPI para investigar conflitos no campo.
"Não é possível que a intranquilidade desse movimento guerrilheiro continue levando pavor ao campo brasileiro. Vamos levantar novos fatos, reestruturar a proposta [de CPI] e ir à luta", afirmou. Postado por Gilvan Freitas, O TERROR DO NORDESTE.
Escrito por MARCELO às 17h33
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SOBRE CARTÕES DE CRÉDITO
Governo propõe mudanças para maior concorrência entre cartões de crédito01/10 - 10:51 , atualizada às 11:40 01/10 - Luciene Cruz, repórter em Brasília - O Banco Central confirmou nesta quinta-feira o conjunto de sugestões para a indústria de cartões de pagamentos no Brasil, com o objetivo de aumentar a concorrência no setor. Serão, ao todo, cinco sugestões. “Em paralelo, os reguladores estão discutindo outras medidas, que, depois de submetidas aos Ministros, terão encaminhamentos institucionais distintos, dependendo do escopo”, informou a autoridade monetária, em comunicado.
De acordo com a autoridade monetária, o cronograma de implementação das sugestões será definido pelas autoridades. As propostas podem ser implantadas via medidas do governo ou pelas próprias empresas. Segundo o BC, a versão final do estudo deverá ser publicada nos próximos dias e terá teor “muito similar ao estudo publicado anteriormente”.
A primeira proposta visa a abertura da atividade de credenciamento, acabando com a exclusividade da VisaNet e da Redecard, permitindo que mais empresas credencie bandeiras de cartões. A segunda sugestão é a interoperabilidade de redes e dos terminais de captura das transações – as chamadas “maquininhas”. O BC sugere que todos os cartões passem a ser aceitos em uma mesma "maquininha".
O BC também propõe a neutralidade nas atividades de compensação e liquidação - com a criação de uma câmara de compensação única, garantindo a padronização de informação; o fortalecimento de esquemas de cartões de débito; e a transparência na definição da tarifa de intercâmbio (taxa que as operadoras pagam para os bancos que emitem os cartões).
“Concluída a análise sobre a indústria de cartões de pagamentos no Brasil, as equipes técnicas do Banco Central, da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) e da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) encaminharão aos três Ministros um conjunto de medidas a ser adotado no sentido de atender às recomendações do estudo”, escreveu o BC.
“O compromisso dos órgãos reguladores é com a adoção de medidas que aumentem a concorrência e a transparência, melhorem a governança e a segregação de informações e tornem a indústria de cartões de pagamento no Brasil mais eficiente sem afetar as condições de bom funcionamento do setor”, finalizou.
Escrito por MARCELO às 12h26
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AINDA SOBRE PRÉ-SAL
CONHEÇO Maia, um advogado sério que foi meu colega no BB e Membro da comissão de Negociação do funcionários do Banco, representando do movimento sindical bancário do RS, nos anos 90, vejo que não perdeu o entusiasmo, vida longa! O que o petróleo do Pré Sal tem a ver com você O Brasil pode fazer um novo fundo igual à soma do FAT e do FGTS, mais 20 trens-bala, mais uma Harvard tropical, mais corrigir e manter aposentadorias do INSS, e mesmo assim isso somaria apenas 14% de uma projeção rasteira dos recursos do pré-sal. Isso totalizaria, por alto, 730 bilhões de dólares. Saiba por que tanta gente quer por a mão nessa riqueza e por que há tanta agitação, no Congresso Nacional, sobre esse assunto. O artigo é de Castagna Maia. Castagna Maia I. Abaixo do fundo do mar, a cerca de 2 km de profundidade, há uma camada chamada “pós-sal”; abaixo dela, há a chamada “camada de sal”; e abaixo dessa camada há a “camada pré-sal”. Ou seja, há o mar, com cerca de 2 km de profundidade; e após isso, cerca de 5 km abaixo, há a camada pré-sal. A Petrobrás encontrou, há cerca de dois anos, reservas gigantescas de petróleo nessa camada pré-sal.
II. Há uma possibilidade de o pré-sal ter 300 bilhões de barris de petróleo. Façamos uma conta por UM TERÇO disso, 100 bilhões de barris. O custo de produção, hoje, no mundo, é de cerca de 8 dólares por barril. Como a tecnologia necessária para explorar o pré-sal é maior, façamos a conta a 20 dólares o barril para extração. Com a cotação do barril a 70 dólares, hoje, é possível ter um “lucro” de 50 dólares sobre o barril.
Se multiplicarmos esses 50 dólares de “lucro” por 100 bilhões de barris, teremos 5 trilhões de dólares. Essa é a riqueza já pesquisada e descoberta pela Petrobrás, calculada pela hipótese mais pessimista possível.
III. É uma riqueza realizável no tempo, durante, por exemplo, 20 anos, e levaremos 6 ou 7 anos para atingir uma boa produção. Divididos esses 5 trilhões de dólares por 20 anos, dá 250 bilhões de dólares ao ano. O que são 5 trilhões de dólares? O que dá para fazer com isso?
O orçamento do trem-bala Rio-São Paulo é de 15 bilhões de dólares. Com 300 bilhões de dólares podemos fazer 20 trens-bala, ligando de Porto Alegre a Belém, passando por São Luís, Teresina, Fortaleza, Maceió, Aracaju, Cuiabá, Campo Grande e por aí afora. Isso permitiria o transporte barato de pessoas e da produção, integrar regiões a um preço baixo, economizar na manutenção de estradas e ter um transporte mais seguro, mais confortável e mais limpo. Imagine o que seria isso na integração econômica do Brasil. Esses 300 bilhões de dólares seriam 6% da riqueza do pré-sal, na pior hipótese que é de “apenas” 100 bilhões de barris.
O orçamento anual da Universidade de Harvard é de 3 bilhões de dólares. Com 60 bilhões de dólares podemos sustentar uma universidade do mesmo nível de Harvard durante 20 anos. Podemos colocar na nossa Harvard Tropical os 5 primeiros colocados nas melhores universidades do País, sem que paguem nada. Fariam graduação, mestrado, doutorado. E voltariam para suas universidades para disseminar o conhecimento. Ali está o futuro da tecnologia brasileira. Nossa conta já foi, aqui, a 360 bilhões de dólares.
IV. O INSS paga anualmente o equivalente a 90 bilhões de dólares em benefícios. Com o equivalente a mais de dois anos de pagamento de benefícios, 180 bilhões de dólares, é possível CORRIGIR E MANTER as aposentadorias do INSS. É possível resgatar os valores das aposentadorias e pensões, e resgatar a dignidade dos aposentados. Somando 20 trens-bala, a “Harvard Tropical”, o resgate dos aposentados e pensionistas, teríamos 560 bilhões de dólares. Os três projetos que mencionamos até agora envolveriam a APENAS ONZE POR CENTO DA RIQUEZA DO PRÉ-SAL calculada por baixo.
Praticamente todo o financiamento brasileiro da indústria, habitação, saneamento, renovação do parque industrial, incorporação de novas tecnologias é feito com recursos do FAT, via BNDES. O FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, que também paga o seguro-desemprego, tem um patrimônio próximo a 80 bilhões de dólares. O FGTS acumulou, até hoje, cerca de 90 bilhões de dólares. Esses dois fundos totalizam, portanto, 170 bilhões de dólares.
V. O Brasil pode fazer um novo fundo igual À SOMA DO FAT E DO FGTS, mais os 20 trens-bala, mais nossa Harvard tropical, mais corrigir e manter aposentadorias do INSS, e mesmo assim isso somaria APENAS 14% de uma projeção rasteira dos recursos do pré-sal. Isso totalizaria, por alto, 730 bilhões de dólares.
VI. O orçamento federal da Educação é de 17 bilhões de reais, ou 9 bilhões de dólares. Esses recursos podem ser TRIPLICADOS: os 9 existentes mais 18 bilhões de dólares. Com esse acréscimo de 18 bilhões de dólares ao orçamento já existente, em 20 anos seriam gastos 360 bilhões de dólares. Isso permitiria, finalmente, a ESCOLA PÚBLICA EM TEMPO INTEGRAL, com alimentação, médico, dentista, biblioteca, computadores, atletismo, esporte, cultura. A conta, aqui, chegou a 1,09 trilhão de dólares.
VII. O orçamento da saúde, que sustenta o SUS, é de 43 bilhões de reais, ou 22 bilhões de dólares. Se DUPLICARMOS o orçamento do SUS, teremos que adicionar mais 22 bilhões ao ano, ou 440 bilhões de dólares em 20 anos. Isso é 8% do total do petróleo da camada pré-sal segundo a conta mais pessimista. Aqui, a conta sobe para 1,530 trilhão de dólares, ou 28% do total do pré-sal.
VIII. Para fins meramente comparativos, veja: a dívida interna brasileira está em 1 trilhão de reais, ou 500 bilhões de dólares. Somado isso aos projetos anteriores, seriam gastos 2,03 trilhões de dólares. E estamos falando na conta mais pessimista, de 5 trilhões de dólares de reservas.
Mas veja as premissas:
a. Falamos do preço do barril a 70 dólares, hoje, e deve subir, novamente, a 100 dólares o barril.
b. Calculamos sobre reservas de 100 bilhões de barris, mas podem chegar a 300 bilhões de barris.
c. Falamos de um custo de extração quase 3 vezes maior do que o atual: atualmente, 8 dólares o barril. Aqui, apontamos 20 dólares porque se trata do pré-sal, onde a dificuldade é maior. 70 dólares o barril menos 20 de custo de extração dá 50 dólares de lucro líquido por barril. Multiplicando por 100 bilhões de barris, dá 5 trilhões de dólares. Se o custo de extração for maior, de 30 dólares o barril, o total de “lucro líquido” chega a 4 trilhões de dólares.
O valor do pré-sal foi calculado, aqui, prevendo algo muito menor do que as expectativas técnicas.
IX. Quanto aos projetos, temos, em dólares:
1. 300 bilhões para 20 trens-bala interligando de Porto Alegre a Belém, o que barateira a locomoção de pessoas e o transporte de mercadorias e integraria definitivamente o Brasil.
2. 60 bilhões de dólares para construir e manter, durante 20 anos, uma universidade no padrão Harvard, que abrigaria os melhores alunos das nossas universidades, gratuitamente, e daria continuidade à nossa busca por tecnologia própria.
3. 200 bilhões de dólares para corrigir e manter as aposentadorias do INSS, igual a mais de dois anos do total de benefícios atuais.
4. 170 bilhões de dólares para fazer um novo fundo de desenvolvimento, igual à soma do FAT e do FGTS.
5. 360 bilhões de dólares que triplicam o orçamento federal da Educação nos próximos 20 anos, e que permitiriam escola de tempo integral para todos, com alimentação, saúde, atletismo, esporte, informática.
6. 440 bilhões de reis para DOBRAR o orçamento federal em saúde durante 20 anos.
7. 500 bilhões de dólares como mero comparativo do que seria necessário para liquidar a dívida interna brasileira.
Isso tudo dá um total de 2,03 trilhões de dólares, ou 40% do que temos no pré-sal de acordo com os cálculos absolutamente pessimistas que fizemos.
Só que o pré-sal pode ter 300 bilhões de barris; o petróleo pode ir rapidamente a 100 dólares, e o custo de extração permaneceria em 20 dólares, o que daria um “lucro líquido” de 80 dólares o barril. Nessa hipótese, teríamos 300 bilhões de barris multiplicados por 80 dólares de “lucro líquido”, o que daria 24 trilhões de dólares. Essa é a hipótese otimista.
X. E o que o Brasil precisa para “ganhar” 5 trilhões de dólares, ou seja, o “lucro” do pré-sal após extraído? Só precisamos extrair, com a tecnologia já detida pela Petrobras. A Constituição Federal já disse que o petróleo pertence à União, pertence ao povo brasileiro. Uma parte já foi vendida – por causa da terrível “flexibilização do monopólio do petróleo”, por meio dos absurdos leilões de bacias petrolíferas. Mas há, no mínimo, 5 TRILHÕES de dólares líquidos esperando pelo Brasil.
É claro que a conta pode ser feita com outros destinatários: as grandes petrolíferas multinacionais fazem essa conta tendo em vista o seu lucro; alguns, tendo em vista financiamentos de campanhas políticas; outros, o enriquecimento pessoal. Aqui fizemos uma conta levando em consideração os interesses do BRASIL E DO SEU POVO. Apontamos projetos que podem mudar radicalmente o Brasil, que nos colocam no grupo dos países desenvolvidos. Ou se pensa no Brasil e no seu povo, ou se pensa em como apropriar essas riquezas para poucos grupos internacionais, para financiar campanhas políticas, para o enriquecimento de alguns.
XI. O petróleo do pré-sal interessa diretamente a você. Se você é trabalhador, porque haverá geração de mais empregos e consequente aumento de salários. Só o convênio PROMINP – Petrobrás Indústria garante, desde já, 250.000 empregos diretos e 500.000 empregos indiretos. Isso de imediato. Se você é aposentado, porque uma pequena parte desses recursos já garantiria a correção e manutenção das aposentadorias, além da viabililidade permanente da previdência social e a significativa melhora da saúde pública. Se você é empresário, porque é possível constituir um fundo igual à SOMA do FAT e do FGTS para financiar investimentos, ganhos tecnológicos, ampliações, consumo, distribuição, transporte, habitação, exportação, além de baratear o transporte dos produtos.
XII. É preciso garantir o nosso próprio abastecimento, em primeiro lugar, durante todo esse período, até que possamos ultrapassar nossa dependência do petróleo e criar nova matriz energética. Garantido nosso abastecimento, é preciso reverter essa riqueza para o povo brasileiro. Essa riqueza é sua, dos seus filhos, dos seus netos, é o legado que uma geração deixará para as gerações seguintes: a de um futuro promissor, farto, humano, fraterno, do Brasil e do seu povo. É o nosso ingresso no grupo dos países desenvolvidos.
Castagna Maia é advogado.
Escrito por MARCELO às 11h52
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VEJAM MAIS PRÉ-SAL
Entrevista Pré-sal pode tornar o Brasil o país mais rico do planeta Texto publicado em 22 de Setembro de 2009 - 01h56 | | | da Reportagem PortoGente | | | O Brasil vive e sonha, nos últimos meses, a expectativa dos negócios com a exploração do petróleo da camada pré-sal. Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), com sede no Rio de Janeiro, vem participando de seminários e debates Brasil afora sobre o novo combustível. E alerta: “é preciso que [o pré-sal] seja bem administrado”. E o que é ser bem administrado? É o que Siqueira explica na entrevista a seguir. PortoGente – O Brasil vive a expectativa do pré-sal, o que é verdade e o que é mentira sobre tudo o que se fala sobre a descoberta da Petrobrás na Bacia de Santos?
Fernando Siqueira – O que é verdade é que é uma reserva fantástica. Nós imaginamos, conservadoramente, em torno de 90 bilhões de barris e é um óleo de excelente qualidade. E é uma riqueza que pode fazer o Brasil deixar de ser o país do futuro, e ser o país do presente. Ou seja, o país mais viável e rico do planeta. É preciso que seja bem administrado. PortoGente – O que é ser bem administrado? Fernando Siqueira – Primeiro, o governo conseguir aprovar a mudança do contrato de concessão para partilha. Porque concessão dá propriedade a quem produzir. Segundo, elevar a participação da União para no mínimo 84% que é o que recebe os países produtores e exportadores mundiais. Terceiro, acabar com os leilões, porque eles são um ponto muito negativo. Temos três efeitos colaterais principais: primeiro que se você abre leilões, as empresas dos países desenvolvidos que têm tecnologia e dinheiro, mas não têm petróleo, virão para cá e vão querer explorar o mais rápido possível para resolver os seus problemas. E aí o pré-sal acaba em 13 anos. Ele poderia durar 40 [anos], dá tempo de desenvolver o substituto do petróleo, mas pode acabar precocemente em 13 anos justamente quando o petróleo estará em ascensão. PortoGente – Qual o segundo? Fernando Siqueira – O segundo ponto negativo é que uma entrada brusca de dólares gera uma sobrevalorização do Real e com isso faz com que todos os demais segmentos não envolvidos com o petróleo se inviabilizem, faz com que o Brasil fique dependente de um único setor que é petróleo, e isso é extremamente negativo para a economia, a chamada “doença holandesa”. E o terceiro perigo é que podemos ter a “doença nigeriana”, multinacionais foram para a Nigéria (África Ocidental), esgotaram as reservas de petróleo e a miséria nigeriana continuou. E um último efeito colateral é que o governo com essa entrada de dólares tem de aplicar esse dinheiro em títulos americanos, do Tesouro americano. E aí passa a receber juros negativos e aplicando numa moeda que está em decadência, que é o dólar. Nós defendemos que o governo tenha um percentual dentro da média mundial e que contrate a Petrobras para executar o pré-sal. Foi ela que pesquisou e que correu todos os riscos. E tem capacitação e crédito para ter o recurso necessário. PortoGente – O senhor avalia que a ação do Governo Lula hoje afasta esse cenário de tantos efeitos colaterais? Fernando Siqueira – A proposta do governo tem três pontos positivos: contrato de partilha, que retoma a propriedade para o governo; a Petrobras é executora de todos os blocos mesmo não sendo a ganhadora do consórcio; e, por último, ele cria um fundo soberano que cria uma poupança para o futuro. Mas o ponto negativo do governo é a continuidade dos leilões por todos esses efeitos colaterais que eu acabei de dizer. E criar uma estatal agora é meio que desnecessário, porque significa continuidade dos leilões. PortoGente – Continuaria apenas com a Petrobras? Fernando Siqueira – A ideia é que se tenha uma estrutura do Conselho Nacional de Política Energética para servir como o antigo Conselho Nacional do Petróleo e a Petrobras seja executora, e, gradativamente, o governo recompre as suas ações. PortoGente – Como o pré-sal pode mudar a logística dos portos nacionais?
Fernando Siqueira – Eu acredito que o setor portuário vai ter de ser reforçado, porque haverá exportação de petróleo certamente, porque não tem como esse volume, que é sete vezes a reserva atual, ficar só restrito ao uso do Brasil. Com os 14 bilhões que a gente tinha a nossa auto-suficiência já estava para dez anos, com mais os 14 [bilhões] já comprovados essa auto-suficiência dobra. Se tivermos os 90 bilhões, a auto-suficiência fica enorme. E aí pode acontecer que depois de um certo tempo, o Brasil não tenha o que fazer com esse petróleo. E aí [o Brasil] pode exportar dentro de uma estratégia que atenda o interesse nacional para dar tempo para ele gerar o substituto do petróleo. Mas não tem como não exportar, até porque a pressão vai ser enorme dos Estados Unidos e dos países desenvolvidos. O Brasil pode e deve exportar, mas dentro de um entendimento a estratégia nacional. Uma relação reserva-produção, por exemplo para 45 anos e nesses 45 anos o País pode desenvolver a biomassa substituindo o petróleo. PortoGente – Então os portos... Fernando Siqueira – Os portos vão ter de ser aumentados, estrutural e infraestruturalmente revistos para exportação. Mas exporta muito via petroleiro, que pode ser abastecido no mar. Então o porto é afetado certamente, porque você vai ter navios fazendo filas para levar petróleo. PortoGente – Quais os portos que terão de fazer essa revisão? Fernando Siqueira – O Porto de São Sebastião (SP) é um deles que vai se movimentar. Tem o Porto de Paranaguá (PR), de Santos (SP), de Vitória (ES), todos esses devem ser fortalecidos. Nós já temos uma infraestrutura portuária bastante razoável, ela precisa ser remodelada, ampliada e preparada para essa exportação. Leia também * Engenheiros da Petrobras alertam: pré-sal não pode cair nas mãos de estrangeiros |
Escrito por MARCELO às 11h40
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ESSA É MUITO BOA
Emir Sader A mídia mercantil (melhor do que privada) tem um critério: o que for bom para o Lula, deve ser propagado como ruim para o Brasil. A reunião de mandatários sul-americanos em Bariloche – que o povo brasileiro não pôde ver, salvo pela Telesul, e teve que aceitar as versões da mídia – foi julgada não na perspectiva de um acordo de paz para a região, mas na ótica de se o Lula saiu fortalecido ou não.
O golpe militar e a ditadura em Honduras (chamados de “governo de fato”, expressão similar à de “ditabranda”) são julgados na ótica não de se ação brasileira favorece o que a comunidade internacional unanimemente pede – o retorno do presidente eleito, Mel Zelaya -, mas de saber se o governo brasileiro e Lula se fortalecem ou não. Danem-se a democracia e o povo hondurenho.
A mesma atitude tem essa mídia comercial e venal diante da possibilidade de o Brasil sediar as Olimpíadas. Primeiro, tentaram ridicularizar a proposta brasileira, a audácia destes terceiro-mundistas de concorrer com Tóquio, com Madri, com Chicago de Obama e Michelle. Depois passaram a centrar as matérias nas supostas irregularidades que se cometeriam com os recursos, quando viram – mesmo sem destacar nos seus noticiários – que o Rio tinha passado de azarão a um dos favoritos, graças à excelente apresentação da proposta e ao apoio total do governo. Agora se preparam para, caso o Rio de Janeiro não seja escolhido, anunciar que se gastou muito dinheiro, se viajou muito, para nada. Torcem por Chicago ou outra sede qualquer, que não o Rio, porque acreditam que seria uma vitória de Lula, não do Brasil.
São pequenos, mesquinhos, só vêm pela frente as eleições do ano que vem, quando tentarão ter de novo um governo com que voltarão a ter as relações promíscuas que sempre tiveram com os governos, especialmente com os 8 anos de FHC. Não existe o Brasil, só os interesses menores das 4 famílias – Frias, Marinho, Civita, Mesquita – que pretendem falar em nome do povo brasileiro.
O povo brasileiro vive melhor com as políticas sociais do governo Lula? Danem-se as condições de vida do povo. Interessa a popularidade que isso dá ao governo Lula e as dificuldades que representa para uma eventual vitória da oposição. A imagem do Brasil no exterior nunca foi melhor? A mídia ranzinza e agourenta não reflete isso, porque representa também a extraordinária imagem de Lula pelo mundo afora, em contraposição à de FHC, e isto é bom para o Brasil, mas ruim para a oposição.
O que querem para o Brasil? Um Estado fraco, frágil diante das investidas do capital especulativo internacional, que provocou três crises no governo FHC? Um país sem defesa ou dependente do armamento norte-americano, como ocorreu sempre? Menos gastos sociais e menos impostos para ter menos políticas sociais e menos direitos do povo atendidos? Um povo sem auto-estima, envergonhado de viver em um país que eles pintam como um país fracassado, com complexo de inferioridade diante das “potências”, que provocaram a maior crise econômica mundial em 80 anos, que é superada pelos países emergentes, enquanto eles seguem na recessão?
São expressões das elites brancas, ricas, de setores da classe média alta egoísta, que odeia o povo e o Brasil e odeia Lula por isso. Adoram quem se opõe a Lula – Heloísa Helena, Marina, Micheletti -, não importa o que digam e representem. Sua obsessão é derrotar Lula nas eleições de 2010. O resto, que se dane: o povo brasileiro, o país, a situação de vida da população pobre, da imagem do país no mundo, da economia e do desenvolvimento econômico do Brasil.
O que é bom para o Lula é ruim para eles e tentam fazer passar que é ruim para o Brasil. É ruim para eles, as minorias, os 5% de rejeição do governo, mas é muito bom para os 82% de apoio ao Lula.
Escrito por MARCELO às 15h39
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DEU NA REVISTA TIME
Uma reportagem publicada nesta quarta-feira na edição online da revista americana "Time" diz que, ao mediar a crise hondurenha, o Brasil se tornou "o primeiro contrapeso real" à influência americana "no hemisfério ocidental". Considerando que o Brasil foi "trazido" para o coração do imbróglio pelos vizinhos, mais especificamente pela Venezuela do presidente Hugo Chávez, a revista diz que "Brasília se vê no tipo de centro das atenções diplomático do qual no passado procurou se afastar". Entretanto, diz a "Time", o país "não deveria se surpreender" com o fato de ser chamado a assumir tal responsabilidade. Para a publicação americana, "nos últimos anos, a potência sul-americana tem sido reconhecida como o primeiro contrapeso real aos EUA no hemisfério ocidental - e isto significa, pelo menos para outros países nas Américas, assumir um papel maior e mais pró-ativo em ajudar a resolver distúrbios políticos do Novo Mundo, como Honduras". "Lula e Obama são colegas e almas gêmeas de centro-esquerda, mas quando Obama disse, no mês passado, que aqueles que questionam sua resolução em Honduras são hipócritas, porque são 'os mesmos que dizem que nós estamos sempre intervindo na América Latina'", recorda a reportagem, "ele estava incluindo o Brasil, que expressou sua preocupação em relação aos esforços dos Estados Unidos". Diplomacia ativa Citando a participação brasileira em crises regionais, como os conflitos diplomáticos envolvendo Colômbia e Venezuela, e a liderança das tropas do país no Haiti, a revista nota que a diplomacia brasileira é "dificilmente ociosa" na América Latina. "E Lula, um dos mais populares chefes de Estado do mundo, se tornou talvez o mais efetivo intermediário entre Washington e a ressurgente esquerda antiamericana latino-americana". A reportagem discute a preferência da diplomacia brasileira por atuar nos bastidores, e sua autodefinição como sendo "decididamente não-intervencionista". "Ao mesmo tempo, Lula está em uma cruzada para tornar o Brasil, que tem a quinta maior população mundial e a nona economia do mundo, um ator internacional sério", diz o texto. "É difícil manter uma tradição não-intervencionista pristina com ambições como estas - e, cada vez, o hemisfério está dizendo ao Brasil que é um tanto ingênuo insistir que é possível fazer as duas coisas." Para a "Times", "goste ou não, agora o Brasil está enfiado até o pescoço em Honduras, e o hemisfério está esperançoso de que isto signifique melhores prospectos para um acordo negociado entre Zelaya e os líderes golpistas". Leia também: Leia mais sobre: Honduras
Escrito por MARCELO às 12h23
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