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PALAVRÕES DO LULA
CONCORDO TOTALMENTE COM O TEXTO ABAIXO, MARCELO SOUZA.Gilson Caroni Filho: o presidente e o palavrão que incomodaSe tratar da língua é tratar de um tema político, a fala sem rodeios do presidente Lula, durante cerimônia de assinatura dos contratos do programa Minha Casa, Minha Vida, no Maranhão, vai encher a seção de cartas de jornais e revistas, além de dar o tom do moralismo seletivo dos grandes articulistas.
Por Gilson Caroni Filho*, na Carta MaiorFingirão não saber que palavras tidas como chulas são formas lingüísticas ímpares para expressar emoções que permeiam o corpo e os amplos campos das relações sociais. Não está em questão se o emprego se deu em contexto adequado, mas o que move o coro dos “indignados”.
Ao afirmar que "eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB. Se o outro é do PFL. Eu não quero saber se é do PT. Eu quero é saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra; esse é o dado concreto", Lula tem consciência de que os opositores dirão que desrespeitou a postura pública que deveria manter em face de majestade do cargo que ocupa. Tanto que se antecipa à crítica anunciada: “Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência que eles falam mais palavrão do que eu todo dia e tenho consciência de como vive o povo pobre desse país".
Como tem sido colonizada para ter vergonha de ser o que é, uma boa parcela da classe média urbana se apresenta como defensora intransigente da propriedade, da família e do Estado Patrimonial. Confunde governo e salvação, ignora a representação, desconhece direitos sociais e políticos, menosprezando a exploração econômica, embora seja “mobilizável” por campanhas de caridades que reforcem a sua imagem de privilegiadas. Em busca de ilusões perdidas, está disponível para aventuras que realçam a ferocidade dos seus recalques. E qualquer enunciado que apresente um padrão variante é o suficiente para açular o seu ódio de classe.
Pouco lhe importa se campeia a violência, a truculência e a miséria. Em seu ilusório casulo, o que merece relevo é o destempero verbal de um presidente que não segue os padrões dos antigos donos do poder. É de pouca importância se o governo anterior reduziu a zero os empréstimos da Caixa Econômica Federal às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Também não lhe tira o sono se a decisão política do tucanato provocou, além da dengue, surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. Ora, doenças resultantes da falta de saneamento não lhe incomodam, pois fezes liquefeitas são desprezíveis. A merda que lhe aflige é aquela que aparece no improviso presidencial como dado concreto.
Para Lula, o descalabro no saneamento é uma tragédia, e, de fato, o é. Por sua história, o presidente faz parte de uma legião de sobreviventes. De um exército que resistiu a séculos de dificuldades imensas, naturais e humanas. Tem orgulho saudável de sua força. Da força desse povo que come mandacaru e capulho verde de algodão e ainda tem a esperança desesperada de querer viver. Isso é coragem, é grandeza. Essa é a merda que a causa engulhos na grande imprensa e nos seus leitores indignados. Mas indignados com o quê, afinal?
Indignados pela existência de erros que se repetem há tempos? Indignados pela impotência de um saber divorciado da dimensão histórica e da responsabilidade social que deveria caber aos centros de ensino que freqüentaram? Indignados pela ameaça, concreta e imediata, da morte, pela fome endêmica e, até bem pouco tempo epidêmica, dos mais miseráveis? Não. O que os ruborizados pelo emprego da palavra "merda" não suportam é a ausência do promotor da "paz social", do garantidor de uma ordem política que lhes oferecia, através do conservadorismo autoritário, uma institucionalidade que muito apreciavam ética e esteticamente. Um simulacro de república feito sob medida.
O problema é que a vestimenta institucional brasileira parece calça curta, fazendo o país caminhar desajeitado, com medo do ridículo. A reforma mais urgente requer produção crescente de cidadania, a criação incessante de sujeitos portadores de direitos e deveres. Em uma sociedade fracionada, essa é a "merda" que ameaça e choca os estamentos mais reacionários: a realidade que não deveria ter emergido com modelagem tão nítida.
* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil A hipocrisia é uma merda e a corrupção demo-tucana é outra!
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Escrito por MARCELO às 12h53
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Que os pobres louvem os pobres
Que os pobres louvem os pobres GIUSEPPE COCCO
Os governos Lula fizeram uma política dos pobres, e é ela que constitui o quebra-cabeça sem solução para a oposição
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PELA PRIMEIRA vez a economia brasileira não foi abalada pelo choque exógeno. Outra grande inovação: o Brasil se tornou um ponto de referência -ao mesmo tempo- do processo constituinte que atravessa a América do Sul e dos esforços de democratização da governança mundial da globalização. Como nas economias centrais (mas sem precisar mobilizar o mesmo volume de recursos), o governo Lula interveio para restaurar o crédito e subsidiar a produção industrial. Mas a verdadeira novidade é que as políticas sociais são hoje o motor da retomada do crescimento. Um numero crescente de estudos já indicava que as transferências de renda (em particular o programa Bolsa Família) contribuíam para a redução sem precedentes da desigualdade de renda e para a pujança do consumo dos pobres (que as estatísticas chamam de "classes D e E"). Pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) revelou a existência de um potente coeficiente multiplicador: o aumen to de R$ 1,8 bilhão do Bolsa Família (em 2005 e 2006) provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões. A transferência de renda não apenas reduz a desigualdade mas também mobiliza o trabalho (cria riqueza). Lembremos agora as duas grandes críticas ao primeiro governo Lula. A dogmática neoliberal gritava pelas "portas de saída", contra transferências de renda desfocadas e assistenciais. A doxa desenvolvimentista esnobava a "esmola" e gritava pela mudança radical de política econômica. São dois fundamentalismos -opostos entre eles- que criticam o governo Lula em nome de uma mesma fé na moeda: "In God we trust" está gravado nas notas do dólar, "Deus seja louvado" naquelas do real. Para uns, o mercado é Deus, com suas taxas de juros (e lucro). Para outros, Deus é o Estado e suas taxas de crescimento (industrial) e pleno emprego. Nos dois casos, o critério de justiça é transcendental: o dinheiro é divinizado. Nele, o valor assume uma existência soberana. A vida vai depender do dinheiro, e não o dinheiro da vida. Claro, as duas justiças não são equivalentes: a religião do mercado não distingue entre ganhos financeiros e lucros industriais -para seus sacerdotes, Lula é o diabo que inferniza o paraíso terrestre dos ricos. A dogmática do Estado afirma a necessária inclusão dos pobres pelo emprego industrial. No segundo caso, chega-se até a indignar-se diante da miséria. Não por acaso, os desenvolvimentistas constituem vertente importante do governo. O problema é que eles enxergam Lula como um anjo que, descendo à Terra, deveria aplicar a justiça: decretar a baixa das taxas de juros para o crescimento econômico criar empregos e riqueza. Só que a economia real comuta as duas razões transcendentais: as taxas de juros podem ser substituídas por aquelas da inflação, e vice-versa. A fé no poder abstrato da moeda não nos diz nada das relações de força que significam q uanto ela "vale", quer dizer, da moeda enquanto relação social. O horizonte de outra política depende, pois, da ruptura dessa comutação, quer dizer, de quanto a mobilização democrática é capaz de manter a moeda dentro de seu sistema de significação sem deixar que seja arrastada do lado da fé e da transcendência. Essa ruptura não depende da aplicação de um critério abstrato de justiça, mas da produção de uma outra justiça: não mais o valor do soberano (seja ele o mercado ou o Estado), mas aquele dos pobres: dos muitos enquanto muitos. Foi a política social que permitiu fazer a necessária (e ainda moderada) inflexão na política econômica (o PAC e a amplificação dos outros investimentos sociais de educação e saúde) sem que a chantagem da inflação se reconstituísse. Não se trata nem de macro nem de microeconomia, mas da mobilização democrática e produtiva da multidão dos pobres. Os governos Lula fizeram uma política do s pobres, e é ela que constitui o quebra-cabeça sem solução para uma oposição estonteantemente incapaz de inovação. A política dos pobres torna obsoletas as equações econômicas: o 0,8% do PIB (em transferências de renda: Bolsa Família e Beneficio de Prestação Continuada) é muito mais potente do que os 6% gastos em juros da dívida pública. A justiça não depende mais de um anjo que desça do céu, mas da metamorfose de todos os homens em anjos. Nas notas do real poderemos escrever: "Que os pobres louvem os pobres". Nas eleições de 2010, será necessário dar mais um passo na direção que leva do 0,8% ao 6%, quer dizer, a constituição de uma renda universal incondicionada para os mais pobres.
GIUSEPPE COCCO , 53, cientista político, doutor em história social pela Universidade de Paris, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor, entre outras obras, de "MundoBraz: O Devir Brasil do Mundo e o Devir Mundo do Brasil".
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
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Escrito por MARCELO às 11h50
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OCASO DE UMA DIREITA
O texto abaixo nos mostra uma anásile sensata e fria, daquelo partido que já foi o Maior do ocidente, respaldando uma ditadura militar, por 20 anos, agora chega ao seu ocaso, embora repaginado com uma nova marca, mais carregando no seu interior o mesmo vício patriomonialista de fazer política, o escândalo de Brasília mostra o próprio governador no comando de Negócios, nem sempre lícitos, onde uma patota se aproveita das facilidades do controle do estado para enriquecerem as custas dos contribuintes. MARCELO SOUZA O DEM é uma longa e confusa história: Ele se chamava até bem pouco tempo PFL, uma cisão do PDS, nome que a ARENA tinha assumido no final dos anos 70 - e essa última agremiação, por sua vez, era o partido oficial da Ditadura Militar criado para reunir os apoiadores do regime quando o ato institucional nº2 pôs fim aos partidos existentes dando origem a um artificial bipartidarismo. Em suma, ele nasce daquela agremiação que deveria ser a base parlamentar do regime na farsa institucional decorrente do Golpe de 64.
O PFL nasce pelas mãos de alguns nomes como ACM, Jorge Bornhausen e Marco Maciel, todos apoiadores da Ditadura do início ao fim e democratas de última hora, produzindo uma cisão no PDS só mesmo quando o barco afunda ao apoiar a candidatura de Tancredo pelos motivos errados. Eles indicam Sarney como vice e, depois da fatalidade da morte do titular, ganham mais ainda com a transição - especialmente no que toca tudo que envolve as concessões de telecomunicações -, gravitaram em torno de Collor e depois ganharam ainda mais em cima do Governo FHC, atingindo seu auge político.
O partido, se declarando cinicamente como centrista, toca adiante uma política de decididamente de direita, que não é exatamente um último eco do Brasil velho, mas sim ele próprio em pessoa, se representando e lutando para garantir que as mudanças inerentes ao caminhar da história e às demandas da política não o alterem em essência. Isso explica a sua adesão à Nova República e depois ao Tucanismo, em todas as ocasiões subvertendo as instituições e anestesiando o potencial transformador presente no fim da Democracia ou mesmo na eleição de FHC - como se fosse um gramscianismo de sinal invertido.
O fato é que a desgraça do partido começa com certas atribulações no segundo mandato de FHC, quando desentendimentos com os tucanos suscita que o PFL ficaria relegado a uma posição de permanente coadjuvante na coalizão governista - que naquele momento, ainda por cima, já sofria os efeitos da reprovação popular em decorrência de seus fracassos econômicos. Além, claro de controvérsias internas sobre o lançamento ou não de candidato próprio para a presidência e a própria sabotagem da candidatura presidencial de Roseana Sarney em 2002. O apoio de sorriso amarelo do partido, rachado, a Serra resulta numa diminuição na sua bancada no Congresso e depois o mesmo se vê em 2006.
Claro, o maior golpe ao PFL foi o desmonte do esquema político de ACM no nordeste com a derrota do candidato do próprio na Bahia e de seus asseclas pelo nordeste, o que força o partido a uma modificação meramente estética, seja com a mudança de nome ou com a tática de alçar seus nomes jovens - ou nem tanto - na linha de frente do partido. Aí, surge o DEM, primeiro partido a não ter partido no nome desde a volta do pluripartidarismo (79) e não ter um acrônimo como sigla, mas suas inovações param por aí. Isso também não evita a profunda derrota eleitoral do partido nas municipais de 2008, onde tirando a vitória bisonha de Kassab em São Paulo - por questões conjunturais e a própria incompetência petista.
Agora, o escândalo de José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal - e único governador eleito pela legenda em 2006 - é mais uma pancada na agremiação; Arruda contava com uma boa avaliação ao mesmo tempo em que articulava uma série de esquemas que agora vieram à tona e comprometem muito mais do que a sua administração isoladamente, mas também a cúpula do seu partido, - assim como os nomes de Michel Temer e do próprio Serra que estava articulando a presença de Arruda como o seu vice na eleição presidencial de 2010.
Isso paralisa o DEM às portas de 2010; longe de mim acreditar que tudo será solucionado ou que as devidas punições serão realizadas, mas em parte, algumas cabeças irão rolar - de um modo como não aconteceria há dez anos atrás - e isso terá sim um ônus político pesado para o DEM, haja que vista que esse escândalo forçará seu principal aliado, o PSDB, a repensar sua política de alianças, um desastre já que a agremiação demista anda a reboque dos tucanos em boa parte do centro-sul do país. Isso trará dificuldades para os interesses do Brasil velho, há tempos dependente de uma aliança com certos setores da burguesia brasileira organizados em torno do PSDB.
As chances de um Arruda vice de Serra foram para o vinagre, sendo que a própria cabeça do governador do DF rolou dentro do partido - mesmo sob as ameaças de levar muitos dirigentes demistas junto, o que já está se confirmando - e, pelo andar da carruagem, isso também tornará praticamente impossível a presença de outro demista na chapa de Serra, o que não acaba com o descalabro dela, mas ajuda a freia-la. Isso é bom para a democracia brasileira.
Escrito por MARCELO às 11h15
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JORNADA DE 40 HORAS SEMANAIS
Jornada de 40 horas fica para 2010 Sindicalistas contam com a "boa vontade" de deputados e senadores por conta das eleições
CAMPO GRANDE - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95) que reduz a carga horária de trabalho semanal de 44 para 40 horas se não for aprovada este ano deverá entrar em pauta no início do ano na Câmara dos Deputados que está sofrendo uma pressão muito grande do movimento sindical brasileiro, especialmente através de todas as centrais sindicais, para ser aprovada logo. A estimativa é de José Lucas da Silva, coordenador geral do Fórum Sindical dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul (FST/MS), organismo que reúne dezenas de sindicatos e federações no Estado.
A 6ª Marcha para Brasília, que reuniu mais de 50 mil sindicalistas de todo o Brasil foi, segundo José Lucas, "uma demonstração de força do movimento sindical brasileiro e isso tem sido uma constante na Câmara Federal junto aos parlamentares", garante.
A marcha foi organizada pelas centrais sindicais (Força Sindical, CUT, NCST, UGT, CGTB e CTB). Os trabalhadores saíram a pé do Estádio Mané Garrincha e caminharam até o Congresso Nacional, onde foi realizado ato político.
O sindicalista explicou que o País vive um momento político bastante propício para aprovação do projeto, devido às eleições em 2010. "Ano que vem teremos eleições para Câmara Federal, Senado, governo dos Estados e presidência da República. Certamente aqueles parlamentares que se voltarem contra essa vontade da maioria absoluta dos trabalhadores brasileiros, serão lembrados durante a campanha eleitoral", comentou.
Lucas garantiu que as entidades sindicais estão pregando a promoção de verdadeiras campanhas contra aqueles que forem contra a redução de jornada.
O sindicalista faz questão também de dizer que não se trata de um movimento irresponsável. "Não queremos reduzir por reduzir. Existem estudos sérios, feitos com muito critério, que comprovam a necessidade e importância do turno de 40 horas de trabalho para a maioria dos trabalhadores brasileiros. "Está provado também que os empresários não perderão como alegam", comentou.
Do ponto de vista social, segundo o coordenador do FST/MS, reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais produz os seguintes efeitos: . Cria 2 milhões de postos de trabalho e permite a inclusão social e produtiva de jovens e desempregados; . Dignifica e humaniza as relações de trabalho; . Melhora a qualidade de vida do trabalhador, que terá mais tempo para a família, para o lazer, para o estudo, formação e qualificação profissional; . Reduz o número de acidentes e das doenças profissionais (estresse, depressão e lesões por atividade repetitiva, entre outras).
Já sob a ótica econômica a redução, segundo Lucas, também traz benefícios, considerando-se que: . A economia esteve até o final de 2008 em franca expansão; . Os ganhos de produtividade, decorrentes de inovações tecnológicas e organizacionais, têm crescido mais do que os salários, sendo que de 2004 até 2008 chegou a 23%; . O câmbio vem favorecendo a modernização do parque produtivo das empresas, com a aquisição de máquinas e equipamentos de baixo custo; . A contratação de pessoal e os aumentos salariais não têm acompanhado o aumento da produção e da produtividade, o que significa mais lucros para as empresas; . A redução da jornada contribui para o aumento da produtividade, já que o trabalhador exerce seu ofício mais motivado, com mais atenção, concentração e com menos desgaste; . A redução de jornada também evita despesa com manutenção e conserto de equipamentos decorrentes da fadiga e do cansaço do trabalhador; . A média de participação do salário nos custos totais de produção é inferior a 20%. A redução da jornada representaria menos de 2% , e ocorreria apenas uma vez; . Houve desoneração em vários setores da atividade produtiva e redução de tributos com o fim da CPMF, sem redução de preços; . As empresas podem perfeitamente arcar com a redução da jornada de 44 para 40 horas sema
Escrito por MARCELO às 12h58
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AINDA SOBRE A CARTA DE CESAR BENJAMIM
É realmente um absurdo o que escreveu Cesar Benjamim, sobre o Presidente LULA, por mais que me esforçe não consigo entender tamanha atitude, contra uma pessoa que sempre procurou organizar o povo desse país para maiores conquistas, além disso, nesse episódio podemos ter a real dimensão da traição de classse, o que leva uma pessoa com um alto grau de conhecimento, tanto humano, quanto do funcionamento das engrenagens do poder e ainda, como se dá essa luta de classes no cotidiano. Trata-se, portanto, de uma virada de lado que impressiona pela sua crueldade, falta de respeito para com a pessoa humana e a instituição Presidência da República do Brasil, Benjamim, que não o conheço pessoalmente, ainda bem, está fazendo direitinho o jogo sujo da direita e dos patrões, em detrimento da possibilidade de avançarmos ainda mais, nos próximos quatro anos, com um governante(a), que vier a ser indicada(o), pelo o presidente LULA. Não sei se ele tem ressentimentos da pessoa Luiz Inácio Lula da Silva, ou se será inveja, pelo sucesso alcançado pelo mesmo, só sei que atitudes como essa depõe contra o seu passado conhecido de militante de causas populares e ainda nos mostra que eleições presidenciais de 2010, que nem candidatos ainda tem, tendem a esquecer o debate necessário das idéias e dos projetos para o Brasil, para atacarem pessoas que querem para o nosso país a continuidade da sua marcha de crescimento com distribuição de renda. O TEXTO ABAIXO de José ARBEX, revela sua indignação com esse atitude de BENJAMIM QUE ELE conheçe, pessoalmente.
Escrito por MARCELO às 15h36
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SOBRE A CARTA DE CESAR BENJAMIM
A César o que é de César Não por acaso, a Folha de S. Paulo cedeu o espaço todo pedido por Benjamin. Cederia mais, se necessário fosse. Benjamin conhece a teoria marxista e sabe, com Gramsci, que a mídia dos patrões é o verdadeiro organizador coletivo, é o grande partido do capital. Triste é o fato de ele ter arregaçado as mangas para trabalhar por tal partido. E pior: Benjamin sabe que o falso paralelo que tentou traçar entre os predadores das prisões da ditadura e o prisioneiro Lula seria muito mais verdadeiro se, no lugar de Lula, ele colocasse os donos dos jornais para os quais hoje escreve. O artigo é de José Arbex Jr. José Arbex Jr. - Caros Amigos Quando comecei a ler o já famoso texto de César Benjamin: “Os filhos do Brasil”, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em 27 de novembro, fiquei orgulhoso de ser da esquerda. E mais ainda: de ter compartilhado com o autor do texto alguns momentos emocionantes de nossa luta comum, como o final da marcha do MST para Brasília, em 1997, quando me encontrei pessoalmente com ele, pela primeira vez. Os parágrafos iniciais do texto são primorosos. Muito bem escritos, compõem uma narrativa densa, sedutora, que vai criando no leitor uma vontade de querer saber mais sobre uma história que nunca foi contada direito: a história da ditadura militar, dos porões, das torturas, das prisões, dos seres humanos condenados à ignomínia. Benjamin soube retratar com grande humanidade os seus companheiros temporários de cela. Resgatou-lhes a história, a identidade, a face profundamente humana.
Mas aí, veio a facada, o golpe inesperado, a decepção, a tristeza profunda. Benjamin relatou, no mesmo texto, uma conversa supostamente mantida com Luís Inácio Lula da Silva, em São Paulo, em 1994, durante a campanha à Presidência do Brasil. Lula teria “confessado”, então, entre amigos, que, na prisão, tentou seduzir, sem sucesso, um militante de uma organização de esquerda. Benjamin faz uma comparação entre o assédio descrito por Lula e o temor que ele mesmo, Benjamin, sentiu, quando preso, de ser “currado” por outros detentos.
Não entendi nada. Li de novo, reli, tentei buscar alguma ironia oculta, algo que justificasse, no plano do próprio texto, o absolutamente injustificável paralelo entre estupradores que pululam nas prisões brasileiras – em geral, seres humanos reduzidos a condições quase completamente animalescas pelo próprio sistema carcerário, e/ou por uma vida anterior mergulhada na mais profunda miséria econômica, ideológica e afetiva – e Lula, que não estuprou ninguém, mas que, supostamente, comentou ter sentido o desejo de manter relações sexuais com um companheiro de cela que não cedeu aos seus desejos. Não quis acreditar que alguém dotado com os recursos intelectuais de Benjamin, adquiridos ao longo de sua longa história de luta pela liberdade e pela dignidade humana, pudesse cair em um pântano tão sórdido e profundo. Mas não encontrei nada no texto de Benjamin que permitisse uma interpretação positiva. Ou melhor: encontrei “o” nada: o vazio absoluto; vazio de sentido, o vazio da total falta de perspectivas, o vazio de um rancor desmedido.
(Antes de prosseguir, esclareço logo: não sou e nunca fui “lulista”; não sou mais, já fui petista; não simpatizo com a maioria das medidas de governo adotadas por Lula, e por isso sou totalmente favorável à crítica de esquerda ao seu governo. Mais precisamente, creio que Lula pode e deve ser criticado por aquilo que fez, mas acho muito estranho ele ser atacado por aquilo que NÃO praticou.)
Vamos agora considerar, por um segundo, que Lula realmente fez o que supostamente disse ter feito. Isto é, que em dado momento tentou seduzir – seduzir, note bem, não estuprar -- o colega de cela. E daí? O que se pode concluir disso? Qual seria, nesse caso, o crime de Lula? O exercício, o desejo da homossexualidade? Estaremos, então, diante de um texto homofóbico?
Ainda segundo o próprio Benjamin, como já observado, Lula teria comentado o caso numa roda de amigos. Estamos, então, diante de um gravíssimo precedente, aberto pelo próprio Benjamin. De hoje em diante, todos teremos que suspeitar dos nossos amigos, teremos que nos policiar para que nossas palavras não sejam, eventualmente, atiradas contra nós por algum “traíra”, algum “dedo duro”, algum “cagueta”, algum Judas, algum oportunista que resolva tirar proveito de uma situação de cumplicidade. Revivemos, então, a era da delação (Premiada? Que o prêmio, no caso, teria sido pago a Benjamin?), a era da intriga, da fofoca, da futrica, da artimanha, da safadeza. Que vergonha! (Isso tudo me faz lembrar a famosa oração de Marco Antônio, no brilhante texto de Shakespeare: “Poderoso César, terás então descido a tão baixo nível?”).
Benjamin utilizou a imprensa dos patrões para atacar um expoente do movimento de esquerda do Brasil. Claro, claro, claro: sempre se pode alegar que Lula não é de esquerda, como ele mesmo já disse e como eu, pessoalmente, avalio. Mas há um abismo entre considerações de caráter individual, feitas por indivíduos privados e isolados, ou mesmo por grupos e seitas, e a realidade política concreta, historicamente determinada pela luta de classes. No contexto brasileiro, em que as alternativas concretas ao governo Lula (e à sua imagem refratada Dilma Rousseff) são figuras sinistras como as de José Serra e Aécio Neves, Lula surge como um expoente à esquerda do espectro político, com algumas conseqüências importantes para a luta de classes na América Latina: por exemplo, a condução exemplar do governo brasileiro no caso de Honduras (embora feiamente chamuscada pelo desastre no Haiti), a recusa em avalizar o acordo das bases militares estadunidenses com a Colômbia e a denúncia permanente do bloqueio de Cuba. Para não mencionar o fato de que a figura de Lula, malgré lui même, inspira movimentos de resistência ao capital em todo o mundo. Disso não se conclui, automaticamente, que a esquerda deva, necessariamente, apoiar o governo Lula, ou mesmo apostar na eleição de Dilma. Ao contrário, deve aproveitar as contradições, os paradoxos e as ambigüidades para fortalecer o seu próprio campo. Mas Benjamin preferiu fortalecer as correntes representadas pelo jornal dos campos Elíseos.
Não por acaso, a Folha de S. Paulo cedeu o espaço todo pedido por Benjamin. Cederia mais, se necessário fosse. Benjamin conhece a teoria marxista e sabe, com Gramsci, que a mídia dos patrões é o verdadeiro organizador coletivo, é o grande partido do capital. Triste é o fato de ele ter arregaçado as mangas para trabalhar por tal partido. E pior: Benjamin sabe que o falso paralelo que tentou traçar entre os predadores das prisões da ditadura e o prisioneiro Lula seria muito mais verdadeiro se, no lugar de Lula, ele colocasse os donos dos jornais para os quais hoje escreve.
Todo o encanto produzido pelos primeiros parágrafos do texto de César Benjamin foi transformado em fel a partir do momento em que se instaurou a delação, o oportunismo, o absurdo. Lula não estuprou o seu companheiro de cela, mas Benjamin violentou, com alto grau de sadomasoquismo, a própria consciência e uma história repleta de glórias. Requiescate in pace.
Escrito por MARCELO às 15h12
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DEM - Dinheiro Embaixo da Meia
Pronto! meio mundo do poder brasiliense está comprometido com o mensalão do DEM, já temos novas estrelas de filmes de chanchadas, que nos obrigam a tirar as crianças e até adolescentes da sala na hora do jornal nacional. O que discute-se, agora, o que fazer, as notícias dão conta que estão seriamente envolvidos na LAMA o Governador, o Vice - Governador, o Presidente da Assembléia Distrital, além de vários deputados da base aliada do governador, ou seja, sobra poucos para governar. Essa crise de graves proporções no DF revelou ainda que os partidos, paladinos da moralidade, tais como, PSDB,PPS, que vivem fazendo apologia ética, não passam de farsantes perante a opinião pública, pregam uma coisa e praticam outra, a farsa, portanto, deu lugar há uma crise sem precedentes no DF e nesses partidos, já que repercute diretamente nas eleições 2010, em Brasília e no país, atingindo de cheio a candidatura de JOSÉ SERRA OU AÉCIO NEVES e a aliança dmo/tucano/pps, já que todos estão envolvidos nas denúncias de mal-feito com o dinheiro público e extorsão a empresários. Cabe, no primeiro momento, a sociedade Brasiliense tomar atitudes de correção desse rumo e ao Brasil acompanhar o desenrolar dessa situação, para evitá-la em 2010, já o DEM, ora! teve uma recaída forte de ARENA,PDS.PFL, não jeito Deu Em M......
Escrito por MARCELO às 14h23
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ARTIGO DE MARCO AURELIO GARCIA
A paz desejável MARCO AURÉLIO GARCIA
Quem governa um Brasil, ou quer governar, sabe que há temas de política externa que não podem ser objeto de oportunismo eleitoral
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NO ESPAÇO de duas semanas, o Brasil recebeu as visitas dos presidentes de Israel, da Autoridade Palestina e do Irã. Não é ocasional a presença em nosso país de três atores-chave do conflito que há décadas infelicita o Oriente Médio. Os três governantes -cada um a sua maneira- viram na diplomacia brasileira, especialmente no presidente Lula, uma possibilidade de, por meio do diálogo, avançar no caminho de uma solução negociada para um conflito que transcende a dimensão puramente regional. Ele ameaça a paz no mundo. Essa é também a percepção de muitos líderes mundiais. O presidente norte-americano, Barack Obama, nas conversações mantidas com Lula e em recentíssima carta a ele enviada, reitera o papel que o Brasil poderá ter na busca de uma solução de paz para o Oriente Médio -aí incluindo suas conversas com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Mas essa não é a percepção de quem defende uma política externa minimalista, para não dizer subserviente. Nela, as grandes potências se ocupariam dos grandes temas enquanto os demais países se ocupariam do resto. Assuntos como esse não poderiam ser tratados pelos "vira-latas" aos quais se referia Nelson Rodrigues ao analisar o comportamento de certos brasileiros, vítimas de complexo de inferioridade. Quando o governo organizou a cúpula América do Sul-Países Árabes em 2005, essas mesmas vozes se fizeram ouvir. Para que essa reunião? Haviam criticado, em 2003, a viagem de Lula ao Oriente Médio, aí incluindo a Líbia. As críticas sumiram quando Tony Blair [ex-premiê britânico], José María Aznar [ex-premiê espanhol] e Silvio Berlusconi [premiê italiano] também fizeram o caminho de Trípoli semanas após. Durante a crise de Gaza, no começo deste ano, o presidente Lula determinou que o chanceler Celso Amorim visitasse o Oriente Médio e se entrevistasse com os líderes políticos da região em busca de alternativas. Houve quem buscasse ridicularizar a missão, qualificando-a de megalômana. A persistência do impasse na região, seu potencial explosivo e a pertinência de nossas propostas mostraram o acerto daquela iniciativa. A tese defendida pelo presidente Lula era (e é) a de que havia necessidade de "arejar" as negociações no Oriente Médio. A inclusão de novos interlocutores poderia dar aos entendimentos uma credibilidade hoje inexistente. Outros países, como a África do Sul, a Índia e o próprio Brasil -para só citar três que não ocupam lugares permanentes no Conselho de Segurança- podem contribuir para lograr o que até agora os interlocutores de sempre, sozinhos, não conseguiram. O Brasil tem posições claras. Defende a existência de dois Estados -o Palestino e Israel- viáveis e seguros, com base nas fronteiras de 1967. Coincide com Shimon Peres [presidente de Israel] e Mahmoud Abbas [presidente da Autoridade Nacional Palestina] sobre a necessidade de trocar terra por paz. Nossa diplomacia está segura de que a imensa maioria das populações afetadas pelo conflito -judeus e palestinos- anseiam pela paz. O Brasil condena todos os que se opõem à existência do Estado de Israel. Repudia todas as formas de terrorismo. Insta Tel Aviv a suspender novos assentamentos e construções nos território ocupados e a acatar as resoluções das Nações Unidas. Metaforicamente, o presidente Lula tem citado a boa convivência de árabes e judeus em nosso país como um paradigma a ser seguido mundo afora. Quem governa um país como o Brasil -ou quem quer governar- sabe, ou deveria saber, que os temas de política externa, sobretudo quando envolvem questões maiores, como a paz no mundo, não podem ser objeto de oportunismo eleitoral. O diálogo que o governo brasileiro tem mantido com as comunidades árabe e israelita em nosso país e na América Latina é transparente e não deixa dúvidas sobre nossas posições, seja sobre temas de natureza histórica -como o Holocausto-, seja sobre questões mais recentes, elas também dolorosas. Essa cristalina transparência difere das águas turvas dentro das quais pescadores lançam suas iscas. Mais para atrair incautos eleitores do que para oferecer alternativas.
MARCO AURÉLIO GARCIA, 68, é assessor especial de Política Externa do presidente da República e professor licenciado do Departamento de História da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Foi secretário de Cultura do município de São Paulo (gestão Marta Suplicy).
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
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Escrito por MARCELO às 12h43
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BRASIL X IRÃ - HEITOR CONY
concordo com tudo que o articulista escreve, não cabe ao Brasil ser a palmatória do mundo, o governo do irã, apesar da polêmica é um governo reconhecido pela comunidade internacional, portanto, receber faz parte das relações e do princípio da boa convivência com todos, que faz parte da tradição diplomática Brasileira. Casta Suzana RIO DE JANEIRO - Foram muitos, muitíssimos, os palpites sobre a visita de Ahmadinejad ao Brasil, e nada demais que eu também meta a colher nesse mingau. Sinceramente, achei que as reações, dentro e fora da mídia, nas ruas e nas faculdades, foram legítimas, mas também a atitude do governo, recebendo protocolarmente o presidente do Irã, não deixou de ter a sua serventia. Afinal, os dois países mantêm relações diplomáticas e comerciais, que tendem a aumentar após a visita e os acordos assinados. O fato de Ahmadinejad ser a bisca que é não pode demonizá-lo a ponto de ser uma não pessoa no cenário internacional. Ele ouviu, de corpo presente e com a ajuda da tradução simultânea, tudo o que Lula teve a dizer -e disse-o bem, falando sobre o uso pacífico da energia nuclear e ressaltando a necessidade de um acordo de paz no Oriente Médio. Também condenou o apoio a terroristas, pecado de qual o Irã é costumeiramente acusado. Praticamente, Lula disse tudo o que todos pensam sobre o Irã e sobre o seu atual presidente. A turma que se manifestou contra a visita acredita que o Brasil deva ser uma casta Suzana, senhora acima das contingências terrenas, juiz superior capaz de eleger o bem e reprovar o mal. Ninguém deu ao Brasil -como não deu a nenhum outro país- esse poder teológico ou moral de separar o joio do trigo. Não há dúvida de que o presidente iraniano não é simpático. Sua última eleição provocou muito sangue e ele governa o seu país com mão de ferro, desrespeitando os direitos humanos, calando a oposição, assassinando intelectuais. Tudo isso é verdade, mas o Brasil mantém relações com ele e com seu país, tira vantagens nos acordos comerciais e, hipocrisia à parte, a Casta Suzana não é tão casta assim.
Texto Anterior: Brasília - Eliane Cantanhêde: Vai mal a
Escrito por MARCELO às 12h39
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BRASIL X EUA
Concordo com Marco Aurélio Garcia, (artigo abaixo), Obama está descuidando da América Latina, o caso Honduras é um exemplo claro desse situação, onde vimos os falcões do partido Republicano no senado, representar a posição dos EUA, enquanto a chanceler HILARY CLINTON, passeava no Afeganistão e Iraque. Esta situação de Honduras é perigosa pelo precedente que pode gerar. se pode em Honduras, pode em outros lugares, conhecemos bem o conceito de democracia da elite Latina Americana, isso pode ser corrigido, ainda é tempo. MARCELO SOUZA
Escrito por MARCELO às 12h28
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BRASILXEUA
CONCORDO COM MARCO AURÉLIO GARCIA. MARCELO SOUZA CLÓVIS ROSSI
Brasil, EUA e percepções LISBOA - A entrevista de Marco Aurélio Garcia, em que fala da decepção com o governo Barack Obama, é forte, mas está longe de caracterizar um conflito, ao contrário do que parte da mídia deu a entender. Parece muito mais um pedido de atenção, no trecho em que constata, com razão, o descuido de Obama para com a América Latina, no que, aliás, ecoa o que o chanceler Celso Amorim havia dito à Folha alguns dias atrás. O pedido até funcionou: ontem o general James Jones, assessor de segurança nacional de Obama, telefonou para Marco Aurélio e tudo ficou claro: não há um estranhamento nas relações bilaterais, mas "percepções" diferentes sobre alguns temas, disse o assessor de Lula (detalhes no caderno Mundo). O estado real das relações bilaterais, à margem de retóricas mais ou menos quentes, está na entrevista que Eliane Cantanhêde fez com Mauro Vieira, o novo embaixador em Washington e, como tal, a pessoa mais indica da para tomar a temperatura: "Os Estados Unidos, hoje, tomam o Brasil como um interlocutor importante, válido. Ouvem o Brasil não apenas para os temas bilaterais mas também regionais e multilaterais. A boa química entre os dois presidentes ajuda muito, e eles já se encontraram cinco vezes", disse Vieira. O descuido de Obama pode ser explicado assim, na experiente voz de Mário Soares, ex-presidente e, hoje, o grande patriarca da política portuguesa: "Obama tem todo o peso do mundo em cima e não pode fazer tudo de uma vez". Bingo. Obama está se engajando demais em diferentes regiões. A América Latina, por não ser um problema, não é uma prioridade. Honduras, como é óbvio, não chega a ser um, digamos, Afeganistão para Obama. Mas, mal conduzida a questão, pode criar uma perturbação com o Brasil e com parte grande da América Latina.
crossi@uol.com.br
Texto Anteri or: Editoriais: Violência e juventude
Escrito por MARCELO às 12h18
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VAMOS A VITÓRIA COM ERALDO
Amigos e companheiros, vamos ao segundo turno, falto pouco, para fazermos a renovação necessária ao PT do RIO GRANDE DO NORTE, até o dia 06.12, devemos está concentrado nessa luta, a hora, portanto, é de mobilização total, só lembrando que dia 06/12, tem CARNATAL, devemos votar, acompanhar a votação e só depois cair na folia.
Escrito por MARCELO às 11h02
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CARTA AO PRESIDENTE LULA
Cesare Battisti Carta aberta ao presidente Lula e ao povo brasileiro Carta aberta ao presidente Lula e ao povo brasileiro
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR LUIS INÁCIO LULA DA SILVA PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL SUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRA
AO POVO BRASILEIRO “Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda”. (O homem em revolta –Albert Camus)
Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.
Entretanto, freqüentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.
A minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as reações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muitos exilados.
Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!
Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui no Brasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.
Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabem qual outro impedimento à extradição.
Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.
E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos os argumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em “GREVE DE FOME TOTAL”, com o objetivo de que me sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato de desespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.
Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.
Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma foram agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que tem a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!
Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.
Entrego minha vida nas mãos de Vossa Excelência e do Povo Brasileiro.
Brasília, 13 de novembro de 2009 Cesare Battisti
Escrito por MARCELO às 10h54
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MEU VOTO DOMINGO SERÁ ASSIM
MEU VOTO N O PT
, ELEIÇÃO PTFernando Lucena, 580. DIRETÓRIO DE NATALCOM A CHAPA RENOVAR PARA 680 Eraldo Paiva, 380COM A CHAPA RENOVAR PRÁ AVANÇAR 480. DIRETÓRIO ESTADUAL
Zé Eduardo Dutra, 180. DIRETÓRIO NACIONAL
COM A CHAPA O PARTIDO QUE MUDA O BRASIL 280
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Escrito por MARCELO às 21h42
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POR QUE DILMA SERA A NOVA PRESIDENTE
Do EstadãoCarlos PioDaqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê. Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito. Em suma, em todos os “partidos” a escolha do candidato a presidente se dará de forma não institucionalizada e, por conseguinte, sem debate público sobre as diferenças entre os eventuais postulantes no que diz respeito aos diagnósticos de nossos principais problemas e ao conteúdo das soluções que virão a propor. O eleitor também não saberá de antemão a diferença entre os candidatos no que concerne à governabilidade – isto é, como o eleito articulará sua base de apoio congressual e seu Ministério para viabilizar as ações do governo. Assim, a decisão do eleitor será tomada sob forte névoa de incerteza. Sem debate público interno aos partidos, sem processo institucionalizado de escolha dos seus respectivos candidatos e sem um mínimo de clareza sobre a montagem futura das alianças políticas necessárias para governar, as eleições tendem a assumir um caráter ainda mais plebiscitário do que normalmente ocorre em regimes presidencialistas. Plebiscitário aqui assume o sentido de julgamento dos méritos do atual governo, desconsiderando a oposição. Destituí-lo, pela rejeição à candidata do presidente, representa incorrer em grau ainda mais acentuado de incerteza e insegurança para todo eleitor que tem algo de substancial a perder com a vitória da oposição – uma Bolsa-Família, uma tarifa de importação elevada, um subsídio tributário, uma vaga em universidade federal ou bolsa do governo federal, um emprego em empresa estatal ou de capital misto. Um plebiscito sobre a renovação do mandato do grupo político do presidente será decidido em função do apoio do eleitor mediano (aquele que separa a distribuição dos votos de todo o eleitorado entre 50% + 1 e 50% – 1) à seguinte questão: “Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?” Esse foi o sentimento que marcou claramente as eleições de 1994, 1998 e 2006, todas vencidas pelos governos da ocasião. E parece-me razoável supor que tal sentimento é característico de períodos em que 1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão. É isso o que vivemos hoje, não? Pois bem, em tal conjuntura tão favorável ao governo o melhor que a oposição oferece é dar seguimento às políticas correntes e prometer mais eficiência administrativa e menos corrupção! É pouco, muito pouco! A oposição precisa ter propostas novas e capacidade para convencer o eleitorado de que elas são necessárias, viáveis e urgentes. Mas como fazer isso sem debate intrapartidário aberto e institucionalizado, assentado na diferença de diagnósticos e soluções? E como “testar”, antes do pleito, o potencial eleitoral das ideias e os riscos embutidos nas novidades sem realizar prévias? Afinal, alguém aí sabe o que Serra e Aécio pensam sobre os problemas nacionais? Alguém acha que algum deles ousaria propor mudança de rumos em relação ao que Lula vem fazendo? O que eles farão em relação a Bolsa-Família, câmbio com viés de apreciação, Mercosul paralisado, protecionismo comercial excessivo, política industrial e tecnológica concentradora de renda, educação de mal a pior, malha de transportes precária, regulação arcaica do setor de energia, infraestrutura em frangalhos e política externa terceiro-mundista? Algum deles propõe privatizar o que ainda está nas mãos do governo federal? Algum deles propõe que o Mercosul feche um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos ou a China, como fizeram México e Chile? Sem que as diferenças sejam explicitadas o eleitor mediano não aceitará correr o risco de votar na oposição. E o tempo para esse debate já terminou!
Escrito por MARCELO às 14h45
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